1º FÓRUM REGIONAL SOBRE O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL - PARTE 2

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CASOS COMENTADOS:

1 – dois irmãos – o menino de 4 anos e a menina de 8 anos, violentados por 1 ano e meio por primo da família.
Através de ameaças, usando o animal de estimação que as crianças gostavam, conseguiu deixa-las com medo e silenciadas por todo esse tempo.
O trabalho dos psicólogos e assistentes sociais foi importante e repetitivo por um bom tempo, sendo que no final, conseguiram das crianças a “verbalidade do acontecido”.
Ambos foram violentados sexualmente, causando algumas seqüelas, inclusive a menina se revoltou e começou a adquirir trejeitos masculinos.

2 – menino de 15 anos que era violentado pelo irmão da mãe desde os 7 anos.
Quando completou 15 anos, escreveu uma carta para sua mãe contando todos os episódios horrendos que passou com o tio, que cuidava do menino enquanto a mãe saía para trabalhar.
O jovem relata que por muitas vezes, contou algumas coisas e tentou contar outras mas a mãe nunca percebia que tinha algo errado.
Houve a violência sexual, o jovem apresentou trejeitos femininos e saiu de casa.

3 – menina de 7 anos violentado pelo padrasto.
A mãe não sabia de nada e foi através de tratamento com psicólogo que o mesmo relatou, através de desenhos, onde descrevia várias posições sexuais, relatando com ricos detalhes.
O padrasto ameaçava mata-la se não fosse boazinha e a punia de alguma forma quando não cooperava (urinava em seu rosto e fez uma vez, a menina comer seus excrementos).
Saía da casa após consumar o ato, esperava que a garota se limpasse para que ele pudesse voltar.
Descreve também que algumas vezes, no domingo na igreja, levava a menina para outra sala, onde ali também a violentava, dizendo ser Deus que havia mandado.
A menina se revoltou contra Deus por esse motivo.

4 – o caso de SP, da escolinha infantil
Um caso que repercutiu muito foi de duas crianças que alegaram sofrer abuso sexual e o casal dono da escola, bem como o motorista foram quase linchados pela população, condenados por esta e pela mídia, que não os poupou e depois, foi provado que os mesmos nunca tinham feito nada – eram inocentes.
Processaram a mídia e o Estado, receberam indenizações. Mas suas vidas jamais serão as mesmas.


“Muito cuidado na investigação para não cometer erros e condenar inocentes, deixando livres os culpados!”


Minhas considerações:
Foi um evento muito importante para nós das áreas envolvidas diretamente, mas também para o público em geral, pois ali, as palavras que mais ouvi foram: “TEMOS QUE TRABALHAR JUNTOS”.
Portanto, acredito que o mínimo que cada um faça pra tentar diminuir com a violência, é primordial, essencial para essa nobre causa.
Quantas são as pessoas que vivem na marginalidade hoje e que se fosse diferente, num passado talvez não tão distante, poderiam ter seguido outro rumo em suas vidas...
Paro para pensar em tudo que ouvi e tudo que vi dessa parte (maior) mais humilde e abandonada e vejo que continuamos caminhando para trás.
Será que voltaremos para a época da escravidão?
Como que não conseguimos mudar a política do país? Deixamos que comandem nosso dinheiro, nossa riqueza, nossos serviços, pagos por impostos infinitos que poderiam trabalhar diretamente para essa gente que espera por uma solução....
Nos anos de eleição, aceitamos um tapinha nas costas, elogios imensos, promessas mil e depois da urna, tudo some, como fumaça.
E presenciamos por todos os dias que antecedem as próximas eleições, em escândalos e mais escândalos, para tentar tirar nossa atenção aos problemas maiores.
Quantos já não morreram por brigar por nossos direitos??? E não foram vingados!
Continuamos a deixar o descaso dos “donos da terra” crescendo como ervas daninhas, por todo nosso campo. E o que estamos fazendo?
O que estamos fazendo para acabar com esse mal? Com tanta violência?
Até quando continuaremos a dormir inseguros, levantar com esperança, enfrentar mais um dia, com medo do que e se vamos voltar pra casa?
Por quanto mais tempo veremos crianças, jovens, adultos, idosos terem suas vidas ceifadas por tanto abuso contra a alma, contra o espírito?
Quantos mais ainda irão morrer, deixando pra trás tudo e todos que sempre amaram e sonharam em um dia conseguir?
A justiça é cega!
O brasileiro tem a memória fraca! Substitui logo uma brutalidade por outra e todas essas vão caindo no esquecimento perpétuo!
Vamos mudar! Cada um fazendo um pouco, será muito!
TEMOS QUE TRABALHAR JUNTOS.
Cyntia Gonzales

1º FÓRUM REGIONAL SOBRE O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL PARTE 1

O evento ocorreu dia 20/05/08, das 08:30 às 16:30hs, no Grand Hotel Royal, na cidade de Sorocaba/SP.

Este encontro foi o primeiro dentre muitos outros que virão, com muito mais força e pessoas para se unir nesta causa – a violência.

Abertura - “ Esquecer é permitir, lembrar é combater.”

O tema abordou alguns casos que causaram grande impacto à nação e que logo foram substituídos por outros:
Os namorados, Liana e Felipe Café (torturados e mortos brutalmente), João Hélio (arrastado pelo veículo de sua mãe, por ladrões), a menina Katllen (violentada e assassinada por um conhecido de sua família) e por aí vai, dentro do país e fora, como o caso mais recente, na Áustria.
6.600 milhões/ano de pessoas sofrem de agressão.
A cada 12 minutos crianças são agredidas.
A cada 10 horas, 1 criança é assassinada.
Em Sorocaba, são 19 casos por dia de mau trato, cidade em que lidera as pesquisas, na região.
Muitos são os motivos que levam à violência aos menores, como o abandono, drogas, álcool, rejeição, problemas na família....
Os agressores vão desde os conhecidos, à vizinhos, criminosos, desconhecidos.
A maioria das vítimas são do sexo feminino.

Palestra: Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes
Maria Leonina Couto Cunha, Advogada – Coordenadora Nacional do CECOVI (Centro de Combate à Violência Infantil) e Consultora do UNICEF.

CECOVI é uma ONG criada em 1999, onde tem em sua cultura, a paz dentro da família.
Os usuários podem ter acesso a atendimentos jurídico, social, psicológico, onde os projetos são voltados para toda a família.

Violência: abuso intra familiar (incesto) e o extra familiar (conhecidos, vizinhos, desconhecidos da vítima), exploração sexual comercial (compra do sexo).

INCESTO:

* Características: o abuso se caracteriza pela natureza erótica, relação de desigualdade de poder (alguma diferença entre o agressor e a vítima, ex.: idade), traição de confiança, presença da violência psicológica, imposição de sigilo.

Em nossa sociedade, a palavra de uma criança tem menos peso; a relação do abusado é o silêncio; a relação da família é de esconder.

* Mitos do abuso sexual:
1) o agressor é um psicopata, tarado; - Não, pois 85% a 90% dos agressores são conhecidos, sendo 30% dos pais e 60% dos conhecidos.
2) vitimização sexual de crianças é raro e jamais com meus filhos; - Não, pois 1 em 3 a 4 meninas e 1 em 6 a 10 meninos são vítimas de abuso sexual, podendo ser qualquer um, até nossos próprios filhos.
3) a criança tem imaginação fértil, inventa, fantasia; - mas 92% das crianças falam a verdade em casos de abusos sexuais e 8% são as que fantasiam, onde deste resultado, ¾ são de fantasias através de histórias que os adultos contam.
4) quando a criança não esboçar resistência, não foi abusada, pois não falou nada pra ninguém; - não é um indício, pois a criança tem a reação de silêncio, guardar para si seu segredo e nunca deve ser vista como culpada.

* Formas de Abuso:
Sadismo – o agressor precisa provocar dor (física ou emocional), onde a intensidade vem de uma fantasia, tortura e flagelação e a ameaça é sem a força física, usando da força psicológica ou no abusado ou em alguém que a criança ama.
Introdução da vontade – não há violência física e não há ameaça – há manipulação dos sentimentos, quanto maior é o grau de habilidade do agressor, é mais fácil (isso se dá por presentes, promessas, favores, privilégios), e não tem culpa a criança e adolescente, pois estes não têm a maturidade para discernir.

Guia básico para identificar possíveis abusos sexuais:

# Identificação: sinais físicos (roupas rasgadas, com manchas de sangue, erupções na pele, vômitos, dor de cabeça sem causa médica, dificuldade em caminhar pela área genital ou anal, infecções urinárias, secreções vaginais ou penianas, DST, auto flagelação, comportamento agressivo com alternâncias de humor, desagrado ao ser deixado só com alguém...).

# Mudança comportamental: regredir a idade (faz xixi nas calças, choro descompensado, chupar o dedo, tem medo de escuro, está sempre com um adulto em brincadeiras isoladas...), acabam por muitas vezes se auto flagelando, exploração sexual, tóxico, obesidade, masturbação contínua e excessiva, conhecimento sobre o sexo em que sua idade não condiz com tais saberes.(desenhos podem identificar).

O agressor sempre coloca a vítima como culpada do ato, alegando que esta o provoca.

Comportamento do agressor no incesto:
É muito possessivo, enfrenta dificuldades conjugais, tara pela criança dele não dos outros, controla a vítima (ação de poder, autoridade), acusa a vítima de promiscuidade (dizendo que é ela quem o provoca a fazer tais atos), pensa no contato sexual com amor, acreditando ser melhor iniciar a vida sexual com ele do que com outro, usa da força, ameaça, sadismo, não tem a culpa mas teme ser pego; mente muito bem, põe a culpa em outra pessoa, com total convicção.

É diferente do pedófilo, onde este tem uma aparência normal, é amável, gosta de estar com crianças sozinho e sem adultos, tem medo de se relacionar com adultos onde geralmente, seu ambiente não é com pessoas de sua idade. Usa de promessas, privilégios, possivelmente ele foi vítima de abuso sexual, onde temos outro mito, de que todo pedófilo foi abusado, onde a verdade é que este caso pertencem a 20% a 30%.

Síndrome da adição do abusador:
Ele tem um perfil, padrão, onde este provoca excitação, tem o prazer e em seguida, o alívio.
A Palestrante acha que o abusador precisa ser punido mas deve ser tratado, senão, assim que cumprir a pena, ganha a liberdade e faz novamente.
Ciclo da síndrome: tensão + fantasia + planejamento + excitação + abuso sexual + sensação de alívio.
Ele sabe que a conduta é errada e criminosa, tem consciência que machuca a vítima mas prossegue.
O abuso é compulsivo e repetitivo, a culpa pode gerar tentativas de parar mas não consegue, ele nega para si e para os outros ser viciado; a tentativa de parar causa sintomas de dependência (assim como álcool, drogas, cigarro...).
Mesmo que ele diga que jamais voltará a fazer isso, não acreditar, encaminha-lo para tratamento.
Ele não tem empatia com a criança – a vê como objeto de excitação.

Fases do abuso sexual doméstico: (geralmente segue a ordem abaixo)
1)envolvimento – privilégios específicos, conquista, habilidade;
2)2) interação sexual – brincadeiras, exibicionismo, conta histórias eróticas, filmes, relações sexuais na presença da vítima (nesse caso, pode ser difícil identificar o abuso, pois a criança tem dificuldade em falar sobre toques, carícias, de interpretar a erotização do ato;
3)Abuso sexual com contato físico – gravíssimo (relação genital, oral, anal – sendo caso de polícia), grave (contato manual com órgãos sexuais descobertos, seios desnudos, simulação inter-femoral (pênis nas coxas) – também sendo caso de polícia e mesmo sem ter a prova do IML se pode conseguir através de laudo psicológico, policial), menos grave (beijos eróticos, toques sexualizados nas áreas).
4)Sigilo – depois do abuso, ameaças e repete-se o abuso sexual. Aqui temos também que as causas mais comuns da mulher não denunciar o marido é pela violência que esta pode sofrer, escândalos, vergonhas, medo de perder a guarda dos filhos, perder o companheiro, situação financeira; muitas vezes, as mulheres dos agressores são enquadradas como cúmplices.
5)Revelação acidental (sangramentos, DST, gravidez) ou proposital (geralmente a criança conta o segredo);
6)Supressão – a maioria da família passa a negar o incesto (de início confirma o abuso) mas depois da fase policial, onde temos a fase processual, que demora em média 2 anos, passa a negar o ato, desiste de denunciar o agressor e este é acobertado pelos parentes.

Síndrome de segredo da criança:

Juridicamente, temos a evidência médica (materialidade do crime) e a prova forense (autoria do crime).
Mito: todo abusado desenvolve seqüelas. – não, nem todos os abusados desenvolvem seqüelas.
As seqüelas podem ser: no plano físico (a vítima busca preencher o vazio que sente – consumo de drogas, vício, sexo, gastos abusivos, idéias ou tentativa de homicídio.
No plano emocional – vergonha, rejeição por si profunda, medo de investir em relacionamentos, problemas na área sexual ou prazer em atos bizarros, múltiplos parceiros, ojerizas, sadomasoquismo, masturbação compulsiva, prostituição, homossexualismo, lesbianismo, desejo sexual por crianças.
No plano espiritual, ódio (por Deus) – porta aberta e perdão – ponte para cura.

Mesa redonda: Desafios e Perspectivas: Adolescência, Vulnerabilidade e Sexualidade
Cíntia de Almeida – Advogada e Presidente do CIM Mulher

Coordenação das atividades, apresentando os debatedores –

Dra. Rosana Maria P. dos Anjos – Coord. Do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia e do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual do Conj. Hospitalar de Sorocaba

Violência psicológica: as crianças que sofrem abusos, precisam receber tratamento psicológico para não agir da mesma forma que o agressor.
A criança pode começar a ter problemas na escola, evita falar sobre o assunto.
Ajuda – conversar e insistir, procurar o profissional da escola e não exigir que a criança faça o que não quer.

Violência física: atos, queimaduras, maus tratos.não ignorar a criança, insistir mas não constranger.
Violência sexual: o ato em si.
Observar a conduta da criança/adolescente.

Agressor: 90% dos casos, são homens; 70% é o pai ou padastro.
66% é identificado e 34% não é.

Vítimas: a grande maioria é até 18 anos e do sexo feminino (90%).
Dos casos na região, são 53%. Só na cidade de Sorocaba – 47%!

A palestrante sugere a descentralização do atendimento – o melhor seria cada cidade poder atender os seus moradores. Seria interessante que no ensino fundamental, as crianças pudessem ter noções básicas de seus direitos;
É preciso implantar programas sociais às comunidades.
Dos casos que chegam ao Hospital, 62% vêm da delegacia, 10%, espontâneos e 28% outros (escolas, unidades de ajuda...).
60% das vítimas procuram ajuda com menos de 72 horas.

Dr. Caio Westin – atua no Programa Estadual DST/AIDS
Ficar atento a investigação, que deve ser muito bem feita para não causar problemas a inocentes.
É preciso orientar e aconselhar com qualidade, para não cometer erros.
É preciso tirar noções de dentro da comunidade.
A Aids não tem cura, somente tratamento.
Sorocaba tem sido pioneira na ajuda contra o vírus mas ainda tem muitos casos; é preciso formular estratégias para medidas de prevenção.
Vários foram os contextos históricos que mudaram os tempos – emancipação feminina, uso de preservativos, pílulas, o jovem podendo se expressar e fazer suas escolhas, liberdade da mídia...

Maiores preocupações: meninas adolescentes (engravidam, tem doenças), meninos homossexuais ( dificuldade em se expressar, não tem acesso à ajuda e amparo da família).
A mulher é cuidadora, enquanto o homem não tem muito cuidado, aumentando a epidemia dentre eles.
Atentar para a transmissão vertical (mãe p/ bebê).
É preciso se ter ofertas de serviços gratuitos para prevenção e tratamento.


Locais para desenvolvimento das ações de Prevenção:
Escolas, unidades de saúde, junto a adolescentes institucionalizados e não escolarizados, facilitar os acessos quando aos meios de prevenção.

Desafios com relação à Criança e Adolescente:
Acesso qualificado e sigiloso, sem obrigatoriedade dos pais, promover o acesso dos adolescentes ao preservativo (inclusive escolas estaduais), garantir o modo autoritário de escolas e instituições sobre o assunto – tem que se aproximar da criança/adolescente, informar os seus direitos. É preciso ensinar na escola a vida sexual (conceitos), é preciso fazer um projeto.

O serviço de saúde deve acolher os necessitados.

Dr. Cláudio Picazzio – Psicólogo e Sexólogo
A maioria dos agressores são homens – está havendo algum problema com este grupo.
A sociedade educa os homens para serem violentos.
O fraco tem poder e não tem noção disso.
Temos que ter noção do quanto podemos ser violentos e temos que cuidar disso.
“A violência é uma doença”.

Diálogo Aberto: (RE)conhecendo a rede de enfrentamento da violência doméstica contra crianças e adolescentes na cidade de Sorocaba.

Nesta parte do evento, temos vários profissionais engajados nas lutas do enfrentamento da violência:

Débora Vieira – Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual do Conj. Hospitalar de Sorocaba
É um hospital de referência na região, promove prevenção DST/Aids, violência sexual, gravidez precoce, fornece medicamentos, acompanhamento multi profissional através do Pronto Socorro, onde é notificado através de uma ficha padrão e daí, dá-se o atendimento.
É feita a anamnese para a vítima, coleta de exames, prescrição de medicamentos, onde é pedida a autorização por escrito para realizar qualquer procedimento, onde o ideal é fazê-lo com até 72 horas após a violência.
Profilaxia medicamentosa – 0 – 72 horas: rodas as ações podem ser feitas; 3 – 10 dias – algumas e após 10 dias – nenhuma.
O medicamento para tentar evitar problemas de um possível soro positivo é muito violento.

Dificuldades apresentadas: não tem 24 horas o atendimento por Assistente Social e Psicólogo; a interrupção da gravidez só é feita com aval da mãe e não é feito em Sorocaba – é encaminhado esse caso para SP.
Neste ano de 2008, até o mês de abril, foram atendidos mais de 110 casos.
“É preciso denunciar.”

Geovana – Assistente Social, Representante do Hospital de Botucatu/Unesp
O Hospital desenvolve o mesmo trabalho acima, seguindo o protocolo descrito.
* Tem 24 horas de assistência social e psicológica com os profissionais da área.
* a idéia é concentrar todo o trabalho em um único local.

Daniela – Enfermeira, Vigilância Epidemiológica de Sorocaba
Fazem a análise de declarações de óbito e a pedido do Ministério da Saúde, verificam os “vivos”.
Projeto Viva – trabalha com eventos para melhorar a comunicação entre os profissionais do meio, o que compete a cada um, levantamento de dados (inclusive os atendidos na área social) e trabalha com a rede de enfrentamento da violência.

Dra. Edith – Pediatra, Secretaria da Saúde / Planejamento Familiar
Propor políticas públicas voltadas para a criança e adolescente.
Aceitam destinação de IR.
Para ela, todos são vítimas.
Há envolvimento em projetos em Sorocaba – Projeto Gerações, em conjunto com a Lua Nova e Proj. Jovens Grávidas, Proj. Fazendo o Futuro, em conjunto com Renascer (este, trabalha com crianças e adolescentes nas escolas municipais e estaduais, para criar os multiplicadores sobre o projeto de vida de cada um.
“Temos que ser assistencialistas na urgência. É cuidar das crianças e das suas famílias.”

Raquel – Presidente da Lua Nova (mulheres vítimas de violência, que chegam através do conselho tutelar, e outros).
Proj. Adaptação Sustentável – as próprias internas fizeram suas casas.
Há uma intervenção comunitária em diversos bairros na cidade (N. Esperança, Vila Sabiá, CDHU, Julio de Mesquita...).
Também tem o Pólo de Prevenção (formação profissional).
“A violência é social; temos que trabalhar em conjunto.”

Maria Tereza Adib – Coord. Programa DST/Aids Sorocaba
O trabalho é executado por completo, desde diagnósticos, assistência educativa e assistencial.
Destaca que o Programa Estadual vai para 25 anos de formação.
Hoje, o foco é para a Aids, mas não podemos esquecer as demais doenças que ainda matam.
O índice de mortalidade infantil aponta que 30% das mortes são causadas pela sífilis, onde o tratamento é a penicilina (um tratamento duro, judia muito). A meta é para que em 2012 haja 1 caso para cada 1000 nascidos com a doença.
“a violência não é só sexual, tem vulnerabilidades diversas; temos que trabalhar juntos; o Serviço Social é da área da saúde.”

Maria Clara – Psiquiatra, Presid. Do Cons. Munic. Sobre Drogas
(são 17 conselheiros e 17 suplentes)

Atuação no Centro Social de Jovens – Comad.
Estão cadastrando todas as instituições na cidade: comad.sorocaba@yahoo.com.br

Gisele Ximenes – Defensoria Pública de Sorocaba – Vara da Infância e Juventude
Trabalham com prestação de serviços gratuitos à comunidade carente e destaca que 90% de seu trabalho é voltado para este grupo da vara em que atua.
Tentam promover cursos e outras formas de inclusão social destas pessoas.
“temos que trabalhar em grupo.”

Manoel – Conselho Tutelar de Sorocaba
Sua função é cobrar das entidades que façam o que têm por obrigação.
Trabalho totalmente voltado dentro das premissas do ECA. Em 13/06/2008 vai fazer 18 anos.
Muitas vezes, os conselheiros agem como psicólogos, assistentes sociais e não o são.

Elisângela – Creas Sorocaba
Atuando na gestão básica do novo sistema (SUAS), com ênfase para trabalhos contra violência, com crianças de 0 a 17 anos e 11 meses.
São 3 psicólogos, 3 assistentes sociais e 2 estagiárias.
Trabalham com o indivíduo que já está em situação de risco total.

Fabiana – Creas Itapetininga
Atuam na gestão ampla do SUAS.
Executam os mesmos serviços como acima citado. Trabalham com o Projeto Peti.

Carolina – Coord. Núcleo da Pastoral do Menor
São 450 crianças/dia atendidas de segunda à sexta, de 4 a 18 anos.
Programa 1ª. Chance, em parceria com a Prefeitura, atuando também em diversos bairros carentes da cidade de Sorocaba.

Ione - Centro Psicológico Sorocaba/Unip
Única clínica-escola na cidade;
“temos um olhar diferenciado para os problemas de comportamento” e muitas crianças gostariam de ter pais animais.”

Profa. Sonia – Dirigentes de Ensino Regional de Sorocaba
Trabalha com os professores, em parceria com a rede de ensino, para orientar os mesmos a interagir com os alunos – passar seu recado.

Prfa. Silvia Helena Cárdia – Secretaria Municipal de Educação em Sorocaba
Em parceria com a Unip, Uniso, Rotary, etc.

“se a criança tem algum problema psicológico ou educacional, temos como encaminhar para alguns trabalhos voluntários, como do Rotary.
Nenhuma criança é encaminhada para um serviço e depois para outro, pulando de galho em galho; o trabalho desde o início já é direcionado para o exato encaminhamento.”
São vários os projetos para prevenção da violência, como Oficina do Saber (voltado para a família), Pedagogia Empreendedora, Clube da Escola, Escada para a Cidadania (esta com parceria com a Via Oeste).

Rogério – Coord. Do Pacin
Foi um programa aprovado na seleção de 2007.
O Pacin desenvolve seu projeto, atuando em diversas áreas da violência, como programas de prevenção DST/Aids, drogas, violência doméstica...
Possuem atendimento psicológico e jurídico, desenvolvendo assim, seu projeto tendo como indicador o Cecovi.
Cyntia Gonzales
continua.

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